GESTÃO DE PROJETOS GESTÃO DE PESSOAS

Microgerenciamento, você comete esse erro?

07 de junho de 2021

Muitas vezes disfarçado como “busca pela excelência”, o microgerenciamento em projetos pode ser extremamente prejudicial à saúde de sua empresa!

“Se você quer algo bem feito, faça você mesmo!”. Quantas vezes você ouviu (ou disse) essa expressão no seu ambiente de trabalho? Espero que a resposta seja “nenhuma!”, pois caso contrário você pode estar com um grave problema: o microgerenciamento!

Este tipo de gestão é marcado pela falta de confiança nos colegas e incapacidade de delegar funções ou tarefas. Os micro gerenciadores são detalhistas e controladores, o que acaba por reprimir a criatividade de sua equipe, tornando o ambiente de trabalho em um campo minado de tensões e insatisfações.

Ninguém deseja isso, não é mesmo? 

Quer entender melhor como o microgerenciamento pode ser danoso para os resultados da sua equipe e obter dicas de como evitar esse problema? Então prossiga com sua leitura!

O que é microgerenciamento?

O microgerenciamento é a prática do gestor autoritário, preciosista e que deseja participar de perto de todos os processos da equipe. Nem sempre o micro gerenciador é mal-intencionado, porém sua postura prejudica tanto o seu trabalho e sua produtividade, quanto a de seus subordinados.

Assim, ao cobrar detalhes em atividades rotineiras, reduzindo a autonomia da equipe e centralizando em si todas as etapas de um projeto, o gestor fica sobrecarregado e compromete todos resultados. O ambiente organizacional se torna sufocante, desmotivador e, como veremos a seguir, nocivo.

Quais são os problemas do microgerenciamento? 

 

Problemas do microgerenciamento

A conduta de um líder pode definir muitos aspectos do ambiente organizacional. Assim, a microgestão prejudica a saúde integral da empresa. Veja como isso ocorre:

  • Baixa produtividade

A cobrança excessiva de um gerente, desacelera o desenvolvimento das atividades, tornando-as morosas e desgastantes. A rotina fica comprometida, o gestor sobrecarregado e os demais desmotivados.

Ou seja, a improdutividade se dissemina por toda a equipe, o retrabalho se torna frequente e as metas não são cumpridas, prejudicando resultados e comprometendo o planejamento.

  • Alta rotatividade de funcionários

Ninguém gosta de ser monitorado o tempo todo, principalmente em coisas banais. Logo, o microgerenciamento provoca uma tremenda insatisfação e desgaste no colaborador. A tendência é que essa pessoa procure por outras oportunidades nas quais poderá ter mais autonomia e realização profissional.

  • Pouca identificação com o gestor

O bom gestor lidera pelo exemplo. Contudo, o microgestor é visto como autoritário, não é benquisto por sua equipe e não inspira confiança. Até porque ao invés de facilitar o trabalho de todos, o microgerenciamento cria entraves, inclusive interpessoais. Isso tudo pode prejudicar a carreira do próprio líder.

  • Talentos pouco aproveitados

Ao podar a criatividade e a autonomia de seus subordinados, controlando cada passo e cada decisão, o gestor acaba por repelir talentos. 

Inclusive, o microgerenciamento não estimula o profissional a desenvolver seu potencial, bloqueando sua visão de longo prazo na empresa.

Assim, um profissional competente se sente desvalorizado, com baixa autoestima e sem perspectivas de crescimento – e nada pode ser mais prejudicial à sua motivação e produtividade.

Diante de tantos malefícios, o melhor a se fazer é identificar o comportamento e procurar meios de solucioná-lo o mais rápido possível. Veja como a seguir!

Como identificar e evitar esse problema

Em primeiro lugar, mesmo que você seja um gestor focado e preparado para lidar com os desafios que a liderança impõe, vez ou outra você ainda pode cair nas armadilhas do microgerenciamento. Para identificá-las, pergunte-se: 

“Como gestor, eu…”

  • Dou espaço e autonomia para meus subordinados realizarem suas funções, ou exijo que toda decisão passe pelo meu crivo, mesmo as banais e sem custos? 
  • Facilito a comunicação e integração da minha equipe com outras equipes, ou tenho necessidade de manter controle absoluto sobre os projetos e dificulto o contato externo?
  • Monitoro toda e qualquer atividade, seja rotineira ou não, atravancando o trabalho de todos, ou confio em minha equipe e deixo suas atividades fluírem regularmente?
  • Exijo ser copiado em todos os e-mails, suprimo iniciativas de colegas, muitas vezes provoco retrabalho ou interfiro apenas se necessário?
  • Acumulo funções dos subordinados ou sei exatamente quais atividades estão sob minha alçada?

Agora, reflita sobre as suas respostas.

 Suas respostas te ajudarão a identificar  se você está lidando com um caso de microgerenciamento. Não deixe que ele se enraíze e se torne um problema crônico! 

Aqui vão algumas dicas para combater essa postura:

  • Invista em treinamentos de lideranças: busque treinamentos para desenvolver habilidades comportamentais e competências subjetivas que são essenciais para moldar um líder eficiente. Essa dica é muito importante e ajudará muito a se desvencilhar do microgerenciamento.
  • Procure formas de melhorar a comunicação organizacional: a gestão de pessoas exige empatia, escuta ativa e disposição para aceitar críticas construtivas. Isso te aproximará de sua equipe, aumentando a confiança mútua.
  • Faça autoavaliações frequentes para verificar seu desempenho como gestor. Seja sempre transparente na definição de metas, colocando-se à disposição para auxiliar a equipe alcançar os resultados desejados em conjunto.

Pode parecer um desafio colocar essas dicas em prática. Contudo, o ganho em eficiência e produtividade no gerenciamento de pessoas e projetos, compensa muito!

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Neste post você aprendeu mais sobre o que é o microgerenciamento e o porquê ele é tão prejudicial às organizações.

 Agora que você sabe como identificar esse problema e está munido de dicas para solucioná-lo, que tal aprofundar seus conhecimentos? 

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