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Criptoeconomia: o que é? Saiba mais sobre a economia digital

17 de junho de 2022

O mundo digital trouxe mudanças não apenas no nosso modo de viver, estudar, trabalhar e se relacionar com as redes sociais. Também teve impacto no modo como a economia pode funcionar, e vemos isso com a Criptoeconomia.

A Criptoeconomia tem crescido ao longo do tempo. Aprender sobre essa nova fase econômica é fundamental para quem deseja acompanhar as mudanças que ela traz para a forma de se ofertar um produto ou serviço, para o valor do dinheiro convencional. Além das possibilidades de investimentos que, apesar do alto risco, podem oferecer boas margens de lucro em alguns casos. 

Fato é que a sociedade precisa se reeducar frente à economia digital e esse artigo vem justamente colaborar para que se tenha maior conhecimento sobre o assunto. 

Acompanhe o artigo e conheça mais sobre criptoeconomia!

 

O que é Criptoeconomia?

A Economia Digital é aquela que desenvolve suas atividades com a utilização de tecnologias da computação. Desse modo, seus produtos e serviços pertencem ao ambiente digital.  Ela funciona por meio da integração de recursos tecnológicos que agilizam a entrega daquilo que oferta, de modo que não seja preciso recursos ou deslocamentos físicos para se fazer negócios ou pagamentos. 

Essa economia foi baseada em alguns pilares, como a conectividade, segurança da informação e excelência na execução. A qualidade da conectividade na economia digital é fundamental para gerar ao cliente uma experiência segura e eficaz, o suficiente, para que ele opte em deixar de consumir um serviço que antes o fazia presencialmente. 

E, quando se trata de processos confidenciais como pagamentos digitais, o aprimoramento da segurança da informação nos últimos anos foi essencial para o mercado digital.

Ainda que seja uma área que necessite de ampliação e otimização para o alcance de mais clientes nesse mercado. 

A excelência em execução, por sua vez, veio para selar a proposta da economia digital, demonstrando que é preciso cumprir o planejado e proposto. Alguns exemplos de processos que já se estabeleceram dentro da economia digital são os meios de pagamento, assinatura eletrônica, telemedicina, abertura de contas bancárias em bancos digitais, dentre outros. 

A criptoeconomia, por sua vez, foi desenvolvida por uma necessidade ainda maior: desenvolver modos de governança que fossem independentes.

Ou seja, uma economia que pudesse ser gerida de forma mais autônoma, sem ter de se ater a ordem econômica de um Estado. 

Desse modo, a criptoeconomia buscou oferecer uma base de confiança alternativa ao governo, propondo uma realidade na qual se pudesse existir uma separação entre dinheiro e governança centralizada. 

 

Como surgiu a Criptoeconomia?

Tudo isso passou a se desenvolver a partir da crise financeira mundial de 2008, a qual impulsionou a criação da primeira criptomoeda: o Bitcoin. 

Criada por Satoshi Nakamoto, a moeda tinha como objetivo gerar dinheiro dentro de redes por meio de informações validadas pelos próprios membros. Ou seja, o Bitcoin servia como uma recompensa aos membros que resolvessem problemas matemáticos que validassem os blocos de informações, além de poder ser adquirido por usuários de corretoras digitais. 

Apesar da Criptoeconomia ter sido subestimada no início de seu desenvolvimento, seu crescimento ao longo dos anos foi exponencial e notável. Tendo que em 2021, segundo a Cointrader Monitor, movimentado mais de 100 bilhões de reais apenas em corretoras brasileiras. 

Esse movimento demonstra que, apesar da volatilidade desse mercado, existe um grande interesse em explorá-lo. Isso pode ser também observado pela adesão de grandes empresas ao redor do mundo que já aceitam criptomoedas como pagamento, como a Microsoft e a Steam.

 

 

Principais tecnologias da Criptoeconomia até o momento

Dentro da Criptoeconomia não existem apenas as criptomoedas, mas diferentes tipos de ativos e tokens que podem ser comprados e vendidos, com registro e validação digital segura. 

Para entender melhor, vamos explorar um pouco mais essas tecnologias. 

Criptomoedas

As criptomoedas são moedas digitais que não dependem de bancos ou de alguém para verificar, autorizar ou confirmar as operações realizadas. A utilização pode ser feita como um sistema de pagamento digital, bem como uma forma de investimento. Nesse sistema, qualquer pessoa pode enviar e receber pagamentos, bem como comprar e vender suas criptomoedas, trocadas pelo dinheiro convencional. 

Ou seja, ao se cadastrar em uma corretora de criptomoedas você pode depositar em sua conta, por exemplo, 100 reais e comprar milhares de alguma criptomoeda que custe 0,00001 centavo.

Se essa moeda passa por valorização dentro desse mercado, você pode realizar a venda de acordo com o lucro que pretende ganhar com o investimento feito. 

Mais do que isso, você pode comprar criptomoedas, mantê-las em sua carteira digital e utilizá-las como forma de pagamento em locais onde elas sejam aceitas.

Um grande banco de dados online registra as transações em um livro público de contabilidade, o qual documenta as transações específicas. O nome criptomoeda vem justamente do recurso de criptografia utilizado para verificar as transações sem a necessidade da validação humana, de forma segura e protegida. 

Blockchain

Como já citado, se realiza o registro de todas as transações de cada criptomoeda em um livro público. Esse livro tem o nome de Blockchain, conhecido como “protocolo de confiança”. 

Essa é uma das tecnologias da Criptoeconomia que contribui com a descentralização e maior segurança ao sistema, atuando como uma base compartilhada de registros de operações financeiras em um determinado mercado. 

O fato de cada blockchain ser pública, compartilhável, livre de adulterações e universal é o que traz confiança ao processo de transações sem intermediários. Por isso, essa tecnologia é vista como a maior inovação tecnológica que o Bitcoin trouxe para a Criptoeconomia e algo que estimulou o surgimento de novas criptomoedas e bancos de dados.

NFTs

NFT significa Non-Fungible Tokens, ou seja, tokens não fungíveis. Essa foi mais uma estratégia para que exista diversificação de ativos dentro da Criptoeconomia e se tornaram uma tendência, especialmente nos últimos dois anos. 

Esses ativos reúnem obras digitais de celebridades, artistas e até jogadores de futebol, e a aquisição pode ser feita com pagamento em criptomoedas. 

O grande diferencial dessas obras digitais é que elas não podem ser copiadas ou replicadas, então os NFTs funcionam como uma espécie de certificado de autenticidade digital, a qual também é validada por registro na blockchain. 

Um token dentro do universo das criptomoedas representa um bem, seja ele uma moeda, imagem, arte, ou outro item. E, esse contexto, o diferencial dos NFTs é serem únicos e insubstituíveis, pois é vendida apenas a versão original dentro do mercado cripto. 

A exclusividade é o que dá valor a esse tipo de token, e a inovação está no fato de que moedas podem ser substituídas por outras moedas, enquanto o NFT é único, como comprar a obra original da Monalisa. 

 

Mudanças causadas pela Criptoeconomia

Com tudo o que já foi abordado, fica claro que iremos presenciar grandes transformações e avanços tecnológicos nos próximos anos que podem impactar fortemente o mundo digital. A seguir, você pode conferir algumas dessas possíveis mudanças: 

Dinheiro e ativos

O objetivo da descentralização é justamente oferecer maior autonomia aos usuários e menor dependência do Estado, oferecendo maior participação na gerência de seus ativos, por exemplo, a possibilidade de votar sobre taxas de juro e outras decisões que podem impactar o usuário. 

Isso não significa que serviços tradicionais como empréstimos bancários, investimentos, pagamentos deixarão de existir, mas que cada vez menos precisarão de uma pessoa como intermediadora da transação.

Desse modo, acredita-se que essa descentralização também passará a existir dentro de empresas. Esse conceito chama-se DAOs (do inglês, Decentralized Autonomous Organizations). Ele busca denominar as diferentes organizações que funcionam apenas no ambiente digital. Isso se faz utilizando da mão de obra humana apenas em funções que não podem ser automatizadas. 

A criptoeconomia tende a trazer novas possibilidades de geração de renda por meio de atividades online como: play-to-earn, learn-to-earn, create-to-earn, invest-to-earn e outras.  Resumidamente, são modos de ganhar criptomoedas completando tarefas, jogando, criando e investindo no ambiente digital. 

Essas inovações não buscam eliminar as formas convencionais de trabalhar e ganhar dinheiro, mas promover formas de renda extra, que sejam mais democráticas, justas e acessíveis.

Patrimônio

Um patrimônio é a soma de todos os bens e direitos, contando com as dívidas de uma pessoa ou empresa. Acontece que a inflação é algo que pode desvalorizar um patrimônio a longo prazo. Por isso, muitas pessoas têm usado parte de seu patrimônio no investimento em ativos dentro da criptoeconomia, visto que algumas moedas e tokens podem trazer a possibilidade de escapar dos prejuízos trazidos pela inflação e aumentar o patrimônio a medida que existe uma valorização dos ativos adquiridos. 

Maiores riscos para os trabalhadores

Uma contrapartida importante da Criptoeconomia é que ela dispensa a tarefa humana sempre que essa tarefa possa ser automatizada. Isso pode trazer mudanças na forma de trabalho e, até mesmo, precarização, casualidade, subcontratação, economia sob demanda. Isso pode trazer maior risco ao trabalhador em relação a estabilidade salarial e de função. 

Confiança na economia tradicional

A Criptoeconomia surgiu durante as inseguranças geradas pela crise financeira de 2008, e buscou trazer alternativas e soluções econômicas mais confiáveis, seguras e protegidas. Consequentemente, é inevitável que o ambiente econômico dos bancos convencionais passe por um período de maior descrédito em relação aos usuários e investidores.

Especialmente porque a criptoeconomia tem se mostrado bastante atraente para um número cada vez maior de pessoas. 

Priorização do lucro

A rentabilidade de um ativo ou bem pode ser positiva ou negativa. Ou seja, gerar lucro ou prejuízo diante do percentual da variação de um ao longo do tempo. Na criptoeconomia, existe a priorização do lucro, por meio de uma regulação da quantidade de tokens disponíveis no mercado e de projetos que buscam pelo crescimento do ativo. 

Algumas vezes, esse mercado pode gerar prejuízos drásticos como recentemente ocorreu com quem tinha uma carteira digital com altos investimentos na criptomoeda LUNA. O mercado das criptomoedas observou a moeda perdendo mais de 98% de seu valor em menos de uma semana. Assim, algumas pessoas tiveram prejuízos de milhões de reais. 

No entanto, é preciso lembrar que mesmo dentro da volatilidade do mercado o lucro é a prioridade e que, também, houve quem adquiriu Bitcoins em 2012 por 13,30 dólares e pode ver sua valorização ao longo dos anos, chegando a valer mais de 69.000 dólares em sua alta máxima. 

 

Conclusão

Por fim, é possível que todas essas transformações estejam mais próximas do que imaginamos. Especialmente com o forte investimento destinado ao metaverso e as projeções que se tem sobre o impacto dele no potencial do ambiente digital. 

Estudar mais sobre o assunto é um bom caminho para se preparar para as novas realidades que estão por vir e poder usufruir de forma positiva das oportunidades que as acompanharão. 

 

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