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China lidera importação de produtos brasileiros; carne e ferro puxam resultado.

05 de fevereiro de 2021

As exportações brasileiras somaram US$ 223,44 bilhões no acumulado de 12 meses, com a China na liderança das importações e a soja batendo recorde de 12 milhões de toneladas nos embarques.

Em todos os mercados analisados pelo Centro de Pesquisa em Economia Regional (Ceper)/Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) no Boletim Comércio Exterior de junho, houve aumento das exportações principalmente para o Chile e a Argentina, que registraram crescimento de 20,7% e 20,1%, respectivamente.

Embora o bom desempenho no acumulado, o resultado mensal foi de queda. As vendas externas totalizaram US$ 19,24 bilhões em maio de 2018, decréscimo de 2,45% em relação ao mês anterior e de 2,77% em relação a maio de 2017. O recuo foi reflexo da greve dos caminhoneiros. Nos dias da paralisação, a média diária das exportações reduziu 36%. Os dados são baseados nos indicadores da Comex.

“Mesmo com o cenário favorável, as inquietações nos cenários interno e externo, vindos de incertezas políticas e econômicas, ainda podem provocar oscilações de mercado e quebra de perspectivas”, avalia Luciano Nakabashi, pesquisador do Ceper e coordenador do Boletim Comércio Exterior, elaborado em conjunto com os pesquisadores Francielly Almeida e Armando Henrique.

Neste ano, o saldo comercial do país deve superar a barreira dos US$ 60 bilhões, sendo que, até setembro, o resultado entre as exportações e importações apenas com os chineses soma US$ 18,2 bilhões – ao menos 30% desse total.

Produto mais vendido pelo Brasil, a soja triturada tem na China seu principal comprador: 78% da soja brasileira triturada é exportada à China, US$ 18 bilhões dos cerca de US$ 23 bilhões exportados no total em 2017.

É mais um exemplo da importância da China na balança comercial brasileira. A China figura tanto entre os principais compradores do Brasil, como também nos principais importadores. Entre os produtos mais comprados estão a soja, o minério de ferro, petróleo em bruto e a celulose.

Por outro lado, o Brasil é dependente de produtos essencialmente ligados à tecnologia, como circuitos impressos e peças de telefonia, partes de aparelhos receptores e transmissores, além de outros produtos manufaturados.

A importância comercial da China também supera o fluxo de comércio com importantes blocos comerciais, como é o caso da União Europeia.

De janeiro a setembro do ano passado, o saldo comercial com a Europa foi de US$ 2,04 bilhões devido, principalmente, às embarcações de farelo de soja, minério de ferro, soja triturada e café cru.

Em maio deste ano, a China liderou o ranking de países que mais comprou produtos do Brasil. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país adquiriu US$ 4,6 bilhões. Com esse desempenho, eles ampliaram a participação na pauta de exportações brasileira de 25,6% em maio do ano passado para 26,3% e seguem como os principais parceiros comerciais.

Depois da China, a lista segue com União Europeia (US$ 3 bilhões), EUA (US$ 1,9 bilhões) e Argentina (US$ 1,2 bilhões). As demais economias estão abaixo de US$ 1 bilhão. No total, o Brasil exportou US$ 17,5 bilhões no mês passado.

Daniel Godinho, secretário de comércio exterior do MDIC, explicou que, no caso dos chineses, o crescimento se deu principalmente por carne e minério de ferro. Ele também destacou o desempenho de México e Argentina, ambos influenciados por vendas de automóveis.

“Obviamente isso se reflete nas exportações. No ano, as exportações para a Argentina crescem 1,3% e, para o México, 9%”, observou. “Para os EUA, houve queda de 3,5% nas vendas, mas esse resultado foi puxado por petróleo, cujos preços estão em queda”.

Ele ponderou que no mercado norte-americano, em contraponto, houve aumento de 8,5% nos manufaturados como resultado, sobretudo, da venda de aviões.

Por J.C.Cardoso, Monitor Mercantil

 

Fonte: portuguese.people.com.cn/n3/2018/0813/c309807-9490242.html

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