A Gestão de Tesouraria Durante a Pandemia

Na Gestão de Tesouraria Corporativa existe uma máxima de que “Cash is King”, ou seja, o Caixa é Rei. Nos momentos de crise como o atual, a gestão de tesouraria ganha protagonismo nas organizações.

Restrições impostas pela falta de liquidez ou redução da atividade operacional, especialmente prejudicadas pela queda das vendas, fazem com que os recursos financeiros se tornem escassos e as empresas que possuem maiores níveis de caixa acabam tendo uma grande vantagem competitiva.

O caixa é o fluído vital de qualquer organização e, nessa pandemia causada pela COVID-19, a maior parte das empresas tiveram quedas significativas de vendas, porém, custos não são reduzidos na mesma velocidade que essa queda (um conceito de custos conhecido por “viscosidade” do inglês “stickness”), gerando grande pressão sobre os fluxos de caixa.

As teorias que embasam a decisão de gerenciamento de caixa colocam o motivo precaucional como um grande fator, visando proteger a empresa em caso de falta de recursos financeiros, então, as empresas que não possuem boas políticas de gestão de tesouraria estão sofrendo muito mais.

E mesmo a existência dessa política pode não ser suficiente, já que muitas estabelecem uma reserva de 3 a 6 meses de reservas, algo que está se esgotando após 5 meses de pandemia.

Por isso, a gestão tem que ser rápida e assertiva, manter linhas e estratégias de rápida conversão para liquidez e tomar decisões necessárias para proteger o caixa, pois no curto prazo, nenhuma empresa sobrevive sem caixa.

Texto de autoria do Prof. Dr. Marcelo Botelho da Costa Moraes, Coordenador do MBA EAD Gestão de Tesouraria Corporativa Fundace FEARP / USP.

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