Você sabe a diferença entre investidor anjo, seed, venture capital e private equity?

Quais opções de capital de risco, o investidor brasileiro tem disponível para empreender?

Existem hoje, no mercado de capitais, diversas opções de venture capital para as startups brasileiras.  

É muito importante o investidor conhecer cada modalidade para escolher a mais compatível para a sua startup.

Mas você sabe a diferença entre seed, investidor anjo e venture capital?

Investidor anjo

O investidor anjo normalmente é pessoa física, empresários, executivos ou profissionais liberais e uma pequena parcela, que são pessoas jurídicas. Eles possuem uma visão ampla dos negócios, oportunidades de investimento, diversificação do seu patrimônio e um compromisso com a sociedade.

O investidor anjo tem como objetivo destinar seus recursos a negócios inovadores. Ele contribui para o sucesso do empreendedor aplicando recursos financeiros, além de apoiar com conhecimentos e experiências.

O projeto que receberá o estímulo passa por uma criteriosa análise, a fim de verificar sua viabilidade.

Realizar um investimento em uma startup é considerado de alto risco, por isso aconselha-se que seja destinada uma pequena parcela.

O investimento pode ocorrer de duas maneiras: através de ações preferenciais ou no formato de dívida. Na segunda opção, é como se o recurso tivesse sido emprestado pelo investidor e poderá ser convertido em ações, de comum acordo entre as partes.

Apesar do aporte financeiro, o investidor anjo não possui poder de decisão na gestão da empresa, tendo seu papel como mentor e conselheiro.

O funcionamento é simples: o investidor aplica recursos financeiros no negócio e recebe em contrapartida o equity, ações da startup.

O aporte de capital é tipicamente por volta de 5% a 10% de investimento na startup. O investidor destina recursos entre R$ 10 mil até 1 milhão no negócio. O teto do valuation da startup é de 4 milhões, caso maior, outro tipo de investimento é mais adequado.

O pensamento do investidor anjo é no futuro da empresa, não tem como foco o retorno imediato das suas aplicações. Ele acredita na maturidade do negócio e numa rentabilidade a longo prazo. Saiba mais sobre Investidor anjo, o que é e como funciona essa modalidade.

Seed Capital

A tradução do termo Seed Capital para o português é Capital Semente. Muito conhecido no Brasil a nomenclatura desse investimento nas duas línguas.

É o segundo nível na escala de investimentos, acima do investidor anjo, com valores entre 500 mil a 2 milhões. Comparando com o investidor anjo, o seed capital é um risco maior, por conta de serem valores significativamente altos de investimento.

Para controlar o risco mencionado acima, os investidores arriscam na criação de fundos.

Pensando nisso, os investidores montam fundos para reunir recursos e aumentar as possibilidades de investimentos. Geralmente o investidor não aposta suas fichas somente em uma empresa, a diluição é uma estratégia para diminuir os riscos.

Então, em uma dimensão maior, conseguem investir em mais negócios e aumentar as oportunidades, com menor risco para o dinheiro.

Os recursos são distribuídos em várias startups, desse modo se reduz os riscos e se potencializa as chances de sucesso.

As empresas que recebem esse investimento já possuem uma clientela, mercado definido, e portfólio de produtos. Os recursos financeiros são destinados à expansão do negócio e à estratégia de posicionamento da marca no mercado.

Venture capital

Venture Capital ou simplesmente VC, é um termo comumente utilizado para denominar todos os tipos de investimento de risco.

Nesta terceira camada na escala de investimento, a faixa é de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões de reais. São empresas que faturam na ordem de milhões.

O venture capital pode ser realizado por empresas de participações, fundos de investimentos ou até pessoas físicas.

O foco do investidor é estimular o crescimento e direcionar a empresa para um novo patamar de vendas, fusão, expansão, abertura de capital ou até uma operação que necessite de um aporte considerável de recursos.

Ao aplicar os recursos financeiros na empresa, o fundo investidor passa a integrar o quadro societário da empresa.

Os benefícios vão além dos recursos financeiros, há também o compartilhamento de conhecimento e experiência na gestão dos negócios.

Diferente do investidor anjo, que investe em startups e empresas que estão nascendo, o venture capital, é o fundo que investe em empresas maiores que já estão de certa forma, posicionadas e maduras no mercado, que necessitam dos recursos para implementar estratégias de crescimento, acelerar suas operações, expandir seus negócios e alcançar novas possibilidades.

Podemos entender que venture capital é a modalidade de investimento que apoia as empresas e estimula seus potenciais.

Private Equity

O Private equity é uma modalidade de investimento em que o fundo reúne recursos para investir em empresas consolidadas. O foco é o retorno financeiro a médio ou longo prazo, com a venda.

O mercado de fundo de investimento no Brasil é coordenado pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP).

Essa modalidade de investimento tem como objetivo apoiar as operações de fusões ou vendas de grandes organizações. Empresas com faturamento anual de 100 milhões de reais.

O fundo pode ser formado por empresários com recursos próprios, investidores internacionais e até agências de desenvolvimento e fomento.

Algumas empresas que desejam abrir seu capital e tem dificuldades, por falta de recursos, optam por essa modalidade de investimento. Assim, a empresa vende uma parcela de seu capital a um fundo private equity. Nesse processo, o fundo colabora com o know how de mercado de ações e aplica os recursos financeiros na empresa.

Nesta quarta etapa na escala de investimento, os recursos são superiores a 10 milhões e geralmente empresas de capital aberto.

O private equity trabalha com empresas de médio porte, com bom faturamento, consolidadas no mercado e com alto potencial de crescimento.

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