Preço de imóveis continua em queda

Mercado de crédito para a construção civil ainda sofre efeitos da crise econômica

O índice geral de preço de venda dos imóveis vem apresentando queda na maior parte das cidades brasileiras. Este é o principal resultado da análise publicada pelo boletim Construção Civil do Ceper/Fundace, órgão ligado a docentes da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.

Os pesquisadores da USP trabalharam com dados disponibilizados pelo índice FipeZap (parceria entre a Fipe e o portal ZAP) que acompanha os preços do mercado imobiliário. Verificaram que de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018, o índice apresentou queda real de 0,69%. Na região sudeste, as capitais São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro tiveram quedas de 0,28%, 1,35% e 1,50%, respectivamente.

Nove dos 20 municípios analisados pelo levantamento apresentaram quedas nominais nos preços, sendo os piores desempenhos o do Rio de Janeiro (-4,99%), Brasília (-2,67%) e Niterói (-2,65%). Apenas a alta no preço médio de venda dos imóveis em Florianópolis (+5,01%) superou a inflação acumulada no período, que foi de 2,87%.

O valor médio dos imóveis em fevereiro último foi de R$ 7.549/m², segundo dados do FipeZap. O Rio apresentou o m² mais caro (R$ 9.686), seguido por São Paulo (R$ 8.703) e Brasília (R$ 7.814).

Lançamentos em 2017 – Com base nos indicadores Abrainc/FIPE a partir dos dados de 20 empresas, verifica-se que ao longo do ano de 2017 foram lançadas 82,5 mil unidades (residenciais, desenvolvimento urbano e comerciais), um aumento de 18,2% em relação a 2016, quando foram registradas 69,3 mil unidades. Em 2017, foram vendidas 109,3 mil unidades, valor 6,12% maior em relação ao ano anterior.

A maior parte das unidades lançadas (78,5%) foi composta pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que registrou crescimento de 23,2% em relação a 2016. O segmento empreendimentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) também apresentou crescimento: de 12,5%. No acumulado das vendas, os empreendimentos MCMV experimentaram um crescimento de 28,1%. Por outro lado, o segmento MAP apresentou uma retração de 10,6%.

Crédito – O mercado de crédito para o setor de construção civil ainda sofre os efeitos da crise econômica em todo o País. Na comparação entre os meses de dezembro de 2016 a dezembro de 2017, houve uma queda nas operações de crédito (11,03%) e nos financiamentos imobiliários (5,17%).

Seguindo a tendência nacional, o estado de São Paulo também apresentou trajetória decrescente, tão intensa como em nível nacional, com retração de 12,23% nas operações de crédito e 7,31% nos financiamentos imobiliários.

 

Fonte: ribeirao.usp.br/?p=16660

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