Brasil registra evolução das exportações e importações

Região Metropolitana de Ribeirão Preto segue comportamento de elevação nas importações

As exportações e importações estão em ritmo crescente em todo o País. É o que aponta o Boletim Ceper/Fundace de fevereiro relacionado ao Comércio Exterior. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os dados mostram o bom desempenho da balança comercial brasileira, que fechou o ano de 2017 com o valor recorde, de cerca de US$67 bilhões. O ritmo se manteve forte e, no mês de janeiro deste ano, a balança registrou um superávit de US$ 2,768 bilhões, melhor resultado para o mês desde 2006.

Nacionalmente, o resultado expressivo foi puxado pelo desempenho das exportações que, no acumulado em 12 meses, alcançaram patamar de US$ 235,608 bilhões em dezembro do ano passado. Em janeiro deste ano, o aumento foi causado, em grande parte, pela elevação das exportações de produtos manufaturados, que subiu para 23,6% puxadas pela venda de aviões, além de óleos combustíveis e açúcar refinado. Houve, também, aumento das exportações de itens básicos, com destaque para as vendas de algodão em bruto, fumo em folhas, soja em grão, carne bovina e petróleo bruto e de semimanufaturados.

“As taxas de câmbio nominal e real mostraram estabilidade efetiva ao longo do segundo semestre de 2017. A retomada da recuperação da economia brasileira e a agenda de reformas colocada em pauta contribuíram para um cenário de menor instabilidade frente aos rumos da economia brasileira, dando maior confiança aos investidores”, explica o pesquisador do Ceper e coordenador do estudo, Luciano Nakabashi.

No mês de dezembro de 2017, a média do câmbio nominal de venda foi R$3,29, valor ligeiramente inferior à cotação de R$3,35, registrada no mesmo mês do ano anterior. A significativa entrada de capital estrangeiro no primeiro mês de 2018 resultou numa leve valorização cambial e a cotação do dólar fechou janeiro em R$3,21.

Na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, as importações seguiram o comportamento observado em nível nacional e também se elevaram. O saldo de importações passou de US$ 329 milhões em novembro 2017 para US$ 331 milhões em dezembro de 2017 e 343 milhões em janeiro deste ano.
As exportações, que vinham apresentando comportamento crescente, recuaram. Em janeiro deste ano, registraram um saldo de US$2,056 bilhões, queda de 7,1% em relação ao saldo de junho de 2017, de US$ 2,214 bilhões.

No estado de São Paulo, os dados revelam um saldo comercial deficitário, ao longo de todo o período analisado, mas com uma melhora puxada pela significativa queda das importações. Essas evidências revelam que o Estado foi severamente atingido pela crise.

“Por ser mais industrializado, São Paulo tem maior dependência de produtos importados. Desse modo, a crise econômica e o arrefecimento da economia atingiram os setores industriais e, consequentemente, as importações”, explica Nakabashi.

No entanto, no cenário atual já nota-se sinais de recuperação. Após um período de queda, as importações voltaram a crescer ao longo do ano de 2017 e, no primeiro mês deste ano, registraram US$ 60,858 bilhões, valor superior aos US$ 57,712 bilhões alcançados no mesmo mês do ano anterior. Os principais produtos exportados pelo estado neste período foram açúcares e relacionados, veículos aéreos e especiais, automóveis de passageiros, óleos e transportes de construções.

Análise — Os pesquisadores do Ceper analisam que o cenário externo relativamente estável contribuiu para um ótimo desempenho das exportações brasileiras, o que possibilitou grande volume de capitais externos no País e uma leve valorização do câmbio no primeiro mês deste ano.

No cenário interno, a melhora de diversos indicadores tem evidenciado o início de recuperação da economia brasileira que já se reflete no aumento da demanda por bens importados, tanto a nível nacional quanto para o estado de São Paulo e para a Região Metropolitana de Ribeirão Preto.

“Porém, a continuidade de um cenário externo estável é algo incerto e pode ser comprometida por medidas adotadas pelo Banco Central dos Estados Unidos sobre elevação da taxa de juros, por incertezas quanto ao rumo da política do governo norte-americano e pelo peças eleições deste ano no Brasil”, pontua o pesquisador.
Para ele, é importante a construção e fortalecimento de um processo de crescimento e desenvolvimento econômico do País, através da manutenção e avanço na agenda de reformas, dando ênfase ao controle dos gastos públicos e à retomada dos investimentos.

“A partir disso, será possível construir um cenário de maior estabilidade interna que forneça as bases para enfrentar situações externas conturbadas e, dessa forma, contruir uma trajetória de crescimento sustentável”, conclui Nakabashi.

O Boletim Comércio Exterior completo pode ser acessado no site da Fundace através deste link: www.fundace.org.br/_up_ceper_boletim/ceper_201802_00347.pdf

 

Fonte: www.ribeiraosul.com.br/noticias/brasil-registra-evolucao-das-exportacoes-e-importacoes

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