Neuromarketing: afinal, para que serve?

Entender o comportamento do consumidor é uma tarefa constante para toda empresa. Saber que horas ele gosta de comprar, quais aromas ou sabores favoritos e a abordagem mais adequada estão entres os aspectos mais procurados. Nesse contexto, o neuromarketing pode indicar pistas para encontrar essas respostas.

Essa ciência multidisciplinar trabalha com uma pesquisa que vai além dos questionários de opinião ou entrevistas com o consumidor. O neuromarketing invade o campo das emoções e do inconsciente para compreender o público alvo.

Quer saber mais sobre esse assunto? Acompanhe este texto e conheça o que de fato é o neuromarketing e para que ele serve. Também descubra algumas técnicas para aplicar na sua empresa. Confira!

O que é neuromarketing?

Trata-se de uma ciência que investiga a interferência das emoções e processos cerebrais inconscientes na tomada de decisões de uma pessoa ou grupo. A base científica para essa ciência se encontra na intersecção entre Psicologia, Fisiologia e Marketing.

O neuromarketing utiliza métodos de pesquisa bastante diferentes do convencional. Ao invés de elaborar questionários que recolhem depoimentos dos entrevistados, o neuromarketing faz medições psicofisiológicas periféricas e centrais.

Isso quer dizer que informações como intensidade cardíaca, comportamento cerebral e até mesmo respostas de neurosensores da pele são os indicadores usados para a pesquisa de neuromarketing.

Sendo assim, essa ciência vai além da verbalização ou expressão escrita, penetrando os caminhos mais inconscientes e sensíveis.

Para que serve o neuromarketing?

Um dos principais objetivos do neuromarketing é colher informações sobre preferências do consumidor e seu processo de decisão de compra.

Especialmente para o ramo de publicidade, o neuromarketing traz contribuições importantes. Por exemplo, é possível identificar reações positivas e negativas da audiência em relação a padrões de cores e sons. Esses detalhes são de grande valia para que as marcas invistam em tendências que realmente melhorem a experiência do consumidor.

Além da publicidade, o neuromarketing também pode ser aplicado na área de saúde, em exames laboratoriais, por exemplo. Ainda, essa ciência serve para a indústria de entretenimento e campanhas políticas.

Como é feito o processo de neuromarketing?

Pesquisas recentes mostram que cerca 95% das decisões tomadas pelas pessoas são inconscientes. É esse tipo de comportamento da mente que organiza os marcadores somáticos, os quais são a base para a decisão de compra de qualquer pessoa.

O neuromarketing explica que esses marcadores nos alertam sobre situações que trazem sofrimento ou prazer. Eles também são responsáveis por guiar as decisões automáticas ou subconscientes para justamente fugir da dor ou procurar o prazer.

E o que isso tem a ver com a decisão de compra? Quando você vai adquirir algum produto ou serviço, o seu cérebro produz dopamina, uma substância que promove o prazer. É exatamente nesse momento que a pessoa está mais propensa a consumir ou fechar um negócio.

O neuromarketing quer saber justamente o que estimulou a geração dessa dopamina ou sensação de prazer.

Por exemplo, foi uma determinada cor ou aroma que otimizou essa decisão de compra? Recolhendo esses detalhes é possível direcionar campanhas publicitárias e oferecer experiências mais prazerosas para os consumidores.

Quais são as principais técnicas de neuromarketing?

Como toda ciência trabalha com hipóteses e testes, o neuromarketing já investigou muitos detalhes do comportamento do consumidor e obteve conclusões bastante interessantes. Confira a seguir algumas das técnicas mais consagradas do neuromarketing.  

Aposte em mais de um sentido

O site da sua empresa tem um visual interessante? Mas você já pensou em incluir uma playlist enquanto o usuário navega pelo site? Pois bem, a recomendação do neuromarketing é oferecer mais de um sentido.

Isso porque as pessoas tendem a se impactar e engajar quando são colocadas em experiências sensoriais múltiplas. Mas tudo deve ter uma sintonia agradável para não gerar poluição visual ou sonora. O objetivo é oferecer uma experiência imersiva e agradável.

Desperte emoções por meio de histórias

Como já vimos, as emoções são o carro chefe para a tomada de decisões de compra. Nesse sentido, esse elemento emocional deve fazer parte de uma campanha ou oferta de produto.

Uma estratégia recomendada é investir em storytelling. Essa técnica da escrita publicitária tem objetivo de contar histórias que impactam. E elas precisam realmente tocar o coração do usuário para conectá-lo com a marca ou produto.

Sendo assim, conte histórias de fato emocionantes. Histórias de superação ou momentos agradáveis da infância são tópicos que podem despertar as pessoas para consumir um produto.

Ofereça solução para os problemas

O neuromarketing também nos ensina que nossa mente tende a fugir da dor. Não é à toa que o consumidor responde melhor a uma campanha que mostra realmente como aquele produto ou serviço pode ser útil para resolver um problema.

Nesse sentido, produza conteúdo que deixe claro não somente as funcionalidades do produto, mas como esse pode “aliviar” a necessidade daquele consumidor.

Com essas técnicas e demais conhecimentos provenientes do neuromarketing, certamente vai se mais fácil angariar clientes. As contribuições dessa ciência podem inclusive melhorar o seu desempenho para falar em público. Por exemplo, utilizar as palavras mais impactantes e slides com cores estratégicas ajudam a chamar atenção e conquistar a plateia.

Melhore seu conhecimento sobre Marketing com um MBA!

E então, agora que você sabe um pouco mais sobre o neuromarketing, gostaria de dividir essas informações com a sua equipe? Compartilhe esse texto nas redes sociais!

 

Compartilhe

Deixe uma resposta